O tema dos biocombustíveis volta a estar em foco com o comunicado emitido ontem pelo COPA-COGECA que avisa que sem uma política de uso sustentável dos mesmos, a UE corre o risco de não conseguir cumprir as metas para a redução da emissão de gases de estufa.
A utilização de produção agrícola para a produção de combustíveis tem tido uma forte oposição de vários sectores que usam o argumento da imoralidade do uso destes produtos para um destino diferente do da alimentação.
Neste momento, com o aumento dos preços dos produtos agrícolas à escala mundial, estas pressões tornam-se mais fortes em toda a linha.
Parece-me que realmente a UE tem de definir uma política sustentável e executável de forma a que a utilização dos biocombustíveis garanta não só o cumprimento das metas propostas em matéria de ambiente, mas também alguma independência relativamente aos preços do petróleo. Veja-se que o petróleo desceu desde segunda feira e em Portugal o Gasóleo manteve-se estável e a gasolina subiu ligeiramente (apesar de ser cedo para se exigir uma mudança, quando a situação é a inversa os aumentos são quase imediatos)
Outro dos pontos focados no comunicado é o da baixa utilização da terra arável na UE. o aumento desta seria uma forma de contrariar os opositores dos biocombustíveis e aumentar o emprego e a economia.
Deixo-vos com o comunicado do COPA-COGECA:
Press Release
COPA-COGECA WARNS THAT WITHOUT SUSTAINABLE BIOFUEL USE IN EU, EU
RUNS RISK OF FAILING TO MEET TARGETS FOR CUTTING GREENHOUSE GAS
EMISSIONS
Copa-Cogeca warned at a major seminar today that without sustainable biofuel use in the EU,
the EU runs the risk of failing to meet its targets for cutting greenhouse gas emissions by 2020.
Speaking at the Seminar, which was organised by Copa-Cogeca with the support of BDBe,
ePURE and UFOP, Copa-Cogeca Secretary-General Pekka Pesonen stressed “Whilst food
production is the main objective of farming, biofuels offer many advantages in terms of reducing
greenhouse gas emissions, providing employment in EU rural areas. And they can be produced
in the EU in a sustainable way, without being responsible for indirect land-use changes in non-
EU countries”.
He continued:”This is because not all available arable land in the EU is farmed. In addition, only
part of the oilseed, cereals and sugar beet crop used to produce biofuels are actually converted
into energy. The majority stays in the feed sector, with protein-rich by-products from biofuel
production helping the EU to reduce its heavy dependence on imported animal feed. Increased
biofuel production in the EU also relieves land pressures in non-EU countries and helps to
combat deforestation of tropical rainforests. It would also reduce the price of animal feed, which
is currently hitting EU livestock farmers hard”.
Mr Pesonen went on to call for EU agriculture, energy, environmental and trade policies to be
consistent. “The EU biofuels/bioliquids sector must not be penalised or left at a disadvantage if
other EU policies include measures which restrict productivity improvements in agriculture or
cause the EU to outsource production. This would only result in deforestation and higher
emissions in non-EU countries which runs counter to the EU’s objectives”.