sexta-feira, 20 de maio de 2011

Boletim Mensal da Agricultura e Pescas Agricultura - Maio de 2011

Fonte: Agroportal:


NE: Quebras de rendimento dos cereais praganosos e expectativa de rendimentos muito superiores aos da campanha anterior na cereja


As previsões agrícolas, em 30 de Abril de 2011, apontam para quebras de rendimento dos cereais praganosos, mostrando que a melhoria das condições climatéricas e de humidade do solo verificada em Abril não foi suficiente para compensar o deficiente desenvolvimento até aí observado. Na cereja, por outro lado, esperam-se rendimentos muito superiores aos da campanha anterior. Prevê-se ainda a manutenção das áreas de arroz, girassol, tomate para a indústria e batata de regadio.
Em Março de 2011, o peso limpo do gado abatido e aprovado para consumo foi de 42 552 toneladas, o que representa uma quebra de 5,1% do nível registado em igual mês do ano anterior, sobretudo devido ao menor volume de abate dos ovinos (-66,0%) e caprinos (-62,6%). De referir que os abates pascais destas espécies em 2010 se efectuaram em Março enquanto em 2011 ocorreram em Abril, o que justifica as quebras acentuadas observadas no mês em análise.
Em Março de 2011 o peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi de 25 090 toneladas, o que representa uma quebra de 3,8% do volume total de abate, face ao mês homólogo de 2010. Assim, registaram-se decréscimos para os coelhos, perus, galináceos e codornizes, que foram de 16,5%, 9,6%, 3,1% e 2,8%, respectivamente. Pelo contrário, os patos apresentaram um aumento de 15,5%.
A produção de frango em Março de 2011 teve, em volume, um aumento de 3,3% em relação ao mês homólogo de 2010, com uma produção de 21 696 toneladas.
Os ovos de galinha para consumo, pelo contrário, apresentaram uma quebra de 8,0% relativamente a Março do ano anterior, com uma produção que não ultrapassou as 7 521 toneladas.
A recolha de leite de vaca em Março de 2011 foi de 164 mil toneladas, o que representa um ligeiro aumento (+1,0%) na quantidade recolhida, em relação ao mês homólogo de 2010.
O volume total de produtos lácteos apresentou uma quebra de 3,1%, em relação a Março do ano anterior, devido sobretudo ao menor volume de produção de leite para consumo (-3,7%). Pelo contrário, os leites acidificados tiveram uma subida de 4,1%, em comparação com o mês homólogo de 2010.
Em Abril de 2011, e em comparação com o mês de Março, as principais variações no índice de preços no produtor verificaram-se na batata (+7,7%), nas aves de capoeira (+5,9%), nos hortícolas frescos (-24,4%), nas plantas e flores (-23,2%), nos ovos (-16,8%) e no azeite a granel (-10,5%).
Em Março de 2011, e também em relação ao mês anterior, observa-se uma variação positiva de 0,5% no índice de preços de bens e serviços de consumo corrente na agricultura ao passo que, no índice de preços de bens de investimento, e para o mesmo período, a variação foi de +0,1%.
O volume das capturas de pescado efectuadas em Março de 2011 registou um aumento de 19,2% face ao verificado no mês homólogo de 2010, tendo em valor subido 8,3%. Para este aumento contribuíram sobretudo os maiores volumes de captura de peixes marinhos, nomeadamente “cavala”,“sardinha”e “carapau e carapau negrão” no mês em análise.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

COMBATER A RESISTÊNCIA DOS ANIMAIS AOS ANTIBIÓTICOS

Encontrei hoje, na revista Ruminantes,  este interessante artigo acerca das resistências a antibióticos. Este é um tema que eu penso que deva ser debatido pois trata-se de um problema de saúde pública e eu acho que a Agricultura Portuguesa tem tudo a ganhar com a valorização dos sistemas extensivos, onde a aplicação de antibióticos é muito reduzida.

Aqui vai o artigo:
(Nota do Parlamento Europeu) — O Parlamento Europeu solicita mais investigação e um melhor seguimento dos efeitos dos antibióticos tanto em animais produtores de alimentos como em animais de companhia. Segundo os deputados, é necessário reduzir o uso de antibióticos para fazer frente à crescente resistência que os animais apresentam aos mesmos. A resistência a estes agentes, no gado e nos animais de estimação, tornou-se um problema com grande expressão nos últimos anos.
Os antibióticos) são um instrumento eficaz para combater enfermidades, tanto em animais como em seres humanos, embora o seu uso excessivo possa causar resistência antimicrobiana (RAM). 
A RAM constitui um problema sanitário para o sector ganadeiro europeu.
Neste sentido, o Parlamento aprovou uma resolução na qual solicita aos Estados membros que "levem a cabo uma supervisão e controlo sistemático da RAM, tanto em animais produtores de alimentos como em animais de companhia", sem que isso suponha cargas financeiras ou administrativas adicionais para agricultores, proprietários de animais ou veterinários.
No texto, os deputados pedem "que se reforce a investigação sobre os novos agentes antimicrobianos assim como sobre outras alternativas (vacinação, biossegurança, melhora da resistência)" para evitar e controlar as enfermidades infecciosas dos animais. 
De igual forma, destacam a importância "de desenvolver sistemas de criação de animais que permitam reduzir a necessidade de prescrever antibióticos".

Os deputados também pedem aos Estados membros e ao Serviço Alimentar e Veterinário “que garantam um melhor controlo da aplicação da proibição (de 2006) de utilizar agentes antimicrobianos como promotores do crescimento". Sobre este tema, pedem à Comissão "que se esforce por conseguir uma proibição internacional (...) y que aborde esta questão nas suas negociações bilaterais com países terceiros como os Estados Unidos".

Finalmente, o PE reclama à Comissão que "desenvolva um amplo plano de acção plurianual contra a RAM". Os deputados consideram que tal plano de acção tem de "abarcar  todos os animais contemplados na estratégia da UE sobre o bem-estar animal, incluídos os animais de companhia". Para além disto, o plano deve ter em conta a conexão existente entre o uso de agentes antimicrobianos e a saúde dos animais, e entre esta e a saúde humana.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cada vez menos agricultores em Portugal

De acordo com este artigo da Exame Expresso baseado em dados do INE, temos cada vez menos agricultores, aliás, sempre que é dada a oportunidade os agricultores abandonam a actividade.

Estes dados não podem ser ignorados, têm de ser vistos como uma chamada de atenção aos governantes para que criem melhores condições para a vida no meio rural. Não só para os jovens agricultores mas também para os agricultores em geral. penso que já estão por demais explicadas as múltiplas funções   e os benefícios da presença de mais população nomeio rural!

Aqui vai o artigo:

Portugueses fogem da agricultura

Em 2009 existiam 305 mil explorações agrícolas em Portugal, menos 111 mil do que em 1999. Em dez anos uma em cada quatro explorações cessou a sua actividade.

1:31 Quarta feira, 18 de maio de 2011
Aumentar TextoDiminuir TextoLink para esta páginaImprimirEnviar por email
del.icio.ustechnoratidiggfacebookmyspaceredditgooglesearch.livenewsvine
Portugueses fogem da agricultura
D.R.
Os portugueses não querem ser agricultores e muitos dos que são, estão sempre à espera de uma oportunidade para mudar de vida. Não gostam de trabalhar a terra.
Os dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística mostram quem em 2009 a população agrícola familiar, formada pelo produtor agrícola e pelos membros do seu agregado doméstico, quer trabalhem ou não na exploração, totalizava cerca de 793 mil indivíduos, aproximadamente 7% da população residente, mas menos 36% da população agrícola familiar recenseada há dez anos atrás.

Menos 18% que em 1999 


Os trabalhadores permanentes perfazem pouco mais do que 50 mil indivíduos, contribuindo com 11% do total do volume de trabalho agrícola. Comparativamente com 1999, verifica-se um decréscimo de 18% no número de assalariados agrícolas permanentes. À excepção do Alentejo onde estes aumentaram ligeiramente (+1%), o número de trabalhadores assalariados diminuiu em todo o território nacional, com destaque para a Madeira (-41%) e para a região Norte (-29%).
Em Portugal as explorações agrícolas apresentam uma dimensão média de 12 hectares por exploração, cinco hectares inferior à da UE e também abaixo da Espanha e da França mas superior a outros países do Sul da Europa como a Itália e a Grécia onde, juntamente com Malta e Chipre, o peso da pequena agricultura é maior.

Portugueses são os mais velhos 


Na UE 25, cerca de 27% dos produtores têm mais de 65 anos. Os produtores portugueses e italianos são os mais idosos com respectivamente 48% e 43% a ultrapassarem os 65 anos de idade. A França com os produtores mais idosos a representarem apenas 13%, apresenta um perfil mais próximo dos países do Norte e Centro da Europa como a Alemanha, a Áustria e a Finlândia, em que os produtores neste escalão etário representam menos de 10%.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sumos naturais de empresa de Alcobaça entre os mais puros do mundo

Há já algum tempo que sou consumidor destes sumos que são excelentes, e já tinha ouvido falar muito bem da qualidade nutricional, mas agora este reconhecimento parece-me de notar.

Mais um exemplo de como podemos ser empreendedores e engenhosos e criar produtos de qualidade que criem verdadeiro valor para as empresas e para a economia.

Veja aqui o artigo e o ficheiro de som da peça da TSF:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1853697

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Actualização dos preços de mercado Agrícola 16/5/2011

Segue a habitual actualização dos preços de mercado, com algumas oscilações interessantes. Os preços do azeite e da cevada subiram consideravelmente enquanto que os dos ovinos, como seria de esperar, continuam a descer neste período pós-Páscoa. Apesar de algumas descidas penso que o preço dos cereais e bovinos se encontram ainda em valores muito interessantes para os produtores.

Se tiverem um valor de um negócio feito esta semana sff partilhem em modo anónimo.


Actualização dos preços de mercado Agrícola
Preço médio bezerros até aos 12M – Leilão da Apormor: 2.30€/kg PV (10/5/2011)

Preço carcaças bovino – Bolsa do Montijo: (12/5/2011)
                - Novilhos: 3.90€/kg carcaça
                - Vacas: 2.43€/kg carcaça

Preço carcaças de porco Classe E, 57% músculo, entrada do matadouro – Bolsa de Lérida: 1.704€/kg carcaça (12/5/2011)

Preço médio do borrego de 13 a 21 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 2.5864€/kg PV (8/5/2011)

Preço médio do borrego de menos de 12 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 3.2333€/kg PV (8/5/2011)

Preço médio semanal do azeite virgem extra – Bolsa POOLred: 2016.86€/t (10-16/5/2011)

Preço cevada dística – bolsa e-malt: 248-250€/t (13/5/2011)

Preço Cereais – Lonja Agropecuaria de Toledo: (13/5/2011)
                - Milho –249€/t
                - Aveia –219€/t
                - Trigo Rijo –249€/t
                - Trigo mole panificável –234€/t









quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dieta mediterrânica candidata-se a património imaterial da UNESCO

De facto, a dieta mediterrânica é uma das melhores armas do marketing Agro-alimentar do nosso País. depois de muitos estudos divulgarem os seus benefícios, esta candidatura pode trazer mais notoriedade.

Esperemos agora que as empresas sejam boas a aproveitar esta vantagem competitiva e a fazerem valer o nome de Portugal como produtor de alimentos de qualidade. Neste campo temos que combater com espanhóism italianos e gregos que estão já no mercado há muito tempo, mas temos as nossas armas: temos de as afinar e atacar quanto antes!!

Aqui vai a noticia do Agroportal:


A classificação da dieta mediterrânica como património imaterial da UNESCO, com benefícios para o Algarve e país em termos de saúde, economia e gastronomia, é o objectivo da candidatura que Tavira irá encabeçar, disse o ministro da Agricultura durante uma visita efectuada a passada semana a Tavira.
António Serrano adiantou que Tavira foi escolhida para encabeçar a candidatura portuguesa, que agrega a Universidade do Algarve, quatro ministérios (Agricultura, Saúde, Economia e Negócios Estrangeiros), Fundação Portuguesa de Cardiologia, entre outras instituições.
«O ponto fulcral da candidatura é Tavira, município que abraçou esta responsabilidade muito bem e está a fazer todas as diligências para que mereça crédito da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura)», afirmou o governante.
O ministro disse que Tavira foi escolhida para coordenar a candidatura “«porque é uma cidade onde têm decorrido festivais dedicados à gastronomia mediterrânica, está bem enquadrada no Algarve, tem património gastronómico mas também monumental e estabelece pontes com Alentejo».
Serrano defendeu ainda as vantagens económicas de um reconhecimento da dieta mediterrânica pela UNESCO, porque criaria um factor de diferenciação relativamente a outros países.
«Dou o exemplo do azeite, que aumentou muito as suas exportações. Imaginem agora se a dieta mediterrânica for reconhecida o que isso poderá implicar em termos de aumento das exportações», concluiu.
O governante participou no seminário que assinalou o arranque oficial da candidatura portuguesa, em Tavira.