segunda-feira, 11 de abril de 2011

Actualização dos preços de mercado Agrícola 11/4/2011

Segue a habitual actualização dos preços ás 2ªs feiras. Peço mais uma vez que participem com preços (em modo anónimo) para colmatar as falhas das bolsas que trabalham com preços teóricos. Especialmente nos preços dos borregos pois estamos já muito em cima da Páscoa e não creio que os preços que o GPP emite estejam correctos. Aceitam-se sugestões para uma nova fonte, mas principalmente aceitam-se contribuições com preços próprios.


Actualização dos preços de mercado Agrícola
Preço médio bezerros até aos 12M – Leilão da Apormor: 2.3603€/kg PV (5/4/2010)

Preço carcaças bovino – Bolsa do Montijo: (7/4/2011)
                - Novilhos: 3.90€/kg carcaça
                - Vacas: 2.43€/kg carcaça

Preço carcaças de porco Classe E, 57% músculo, entrada do matadouro – Bolsa de Lérida: 1.665€/kg carcaça (7/4/2011)

Preço médio do borrego de 13 a 21 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 2.59€/kg PV (3/4/2011)

Preço médio do borrego de menos de 12 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 2.99€/kg PV (3/4/2011)

Preço médio semanal do azeite virgem extra – Bolsa POOLred: 1978.74€/t (5-11/4/2011)

Preço cevada dística – bolsa e-malt: 214-216€/t (8/4/2011)

Preço Cereais – Lonja Agropecuaria de Toledo: (8/4/2011)
                - Milho –246€/t
                - Aveia –213€/t
                - Trigo Rijo –249€/t
                - Trigo mole panificável –243€/t






sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mercado Agrícola Europeu ameaçado por Acordos Bilaterais

O Presidente do COPA alertou na quarta-feira para os impactos catastróficos que as conversações sobre a liberalização do comércio podem ter no sector agrícola europeu, especialmente no que toca à América do Sul e Marrocos.

Padraig Walshe alertou para o facto de haver negociações entre a Comissão Europeia e o Mercosul que teriam impactos muito sérios na sector da carne europeu. Em simultâneo existe a hipótese de um acordo com Marrocos que traria grandes dificuldades ao sector das frutas e legumes.

O facto de alguns destes países usarem pesticidas e herbicidas que foram banidos da UE, e também poderem utilizar promotores de crescimento na produção de carne e organismos geneticamente modificados nas suas searas, é um dos principais argumentos. "É ridículo que se espere dos agricultores da UE que compitam num campo de jogo tão desigual", disse o Sr Walshe.

Veja o comunicado de imprensa completo em: http://www.copa-cogeca.be/Main.aspx?page=HomePage

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mercado do carbono e Alterações climáticas

Duas noticias da Reuters que são muito significativas no desenrolar do mercado do carbono. Especialmente a primeira, acerca de um novo projecto na Austrália que pretende que os agricultires vendam créditos de carbono às empresas poluentes: http://www.reuters.com/article/2011/04/04/us-australia-carbon-farming-idUSTRE7330XE20110404

Ainda não sabemos se esta ideia vai conseguir vingar ou não, mas realmente é um conceito que é importante estimular. A fixação dos carbono feita pela agricultura é um serviço e deve ser pago.

A Segunda noticia é sobre a forma como estão a decorrer as conversações sobre o protocolo de Quioto e as alterações climáticas, em Bagkok:
http://www.reuters.com/article/2011/04/05/us-climate-talks-idUSTRE7342ZI20110405

"Como será o dia de amanhã?"

A União Europeia está a divulgar este video sobre a importância da agricultura no mundo nos anos futuros:

http://ec.europa.eu/agriculture/video/mag/mag_eu_pal_pt.wmv

Penso que todos os intervenientes no mundo agrícola devem reflectir um pouco neste ponto de vista: as associações devem lutar para que o papel importante no combate às alterações climáticas seja valorizado, as marcas de produtos agro-alimentares devem integrar esta vertente na sua estratégia de marketing... Haverá sector com mais responsabilidade social?

Tradicionalmente não somos bons a valorizarmo-nos (nós agricultores, nós Portugueses...) mas está na altura de avançarmos com mais convicção e não termos medo de dizer ao mundo que somos bons e que somos importantes... Mesmo que o começar a dizer ao mundo implique ir à Assembleia da República primeiro!....

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Actualização dos preços de mercado Agrícola 4/4/2011

Como sempre, às 2ªs feiras, aqui vão os preços de mercado que temos seguido. Mais uma vez peço a todos os que façam negócio esta semana que partilhem a informação em modo anónimo e todos ganhamos. Especialmente os que venderem ovinos, uma vez que se aproxima a Páscoa e os preços da semana passada não são muito fidedignos para esta semana!


Actualização dos preços de mercado Agrícola
Preço médio bezerros até aos 12M – Leilão da Apormor: 2.2155€/kg PV (29/3/2010)

Preço carcaças bovino – Bolsa do Montijo: (31/3/2011)
                - Novilhos: 3.90€/kg carcaça
                - Vacas: 2.43€/kg carcaça

Preço carcaças de porco Classe E, 57% músculo, entrada do matadouro – Bolsa de Lérida: 1.665€/kg carcaça (31/3/2011)

Preço médio do borrego de 13 a 21 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 2.59€/kg PV (27/3/2011)

Preço médio do borrego de menos de 12 kg de raça não especificada – Cotações GPP: 2.97€/kg PV (27/3/2011)

Preço médio semanal do azeite virgem extra – Bolsa POOLred: 1996.68€/t (29/3-4/4/2011)

Preço cevada dística – bolsa e-malt: 214-216€/t (1/4/2011)

Preço Cereais – Lonja Agropecuaria de Toledo: (1/4/2011)
                - Milho –237€/t
                - Aveia –210€/t
                - Trigo Rijo –246€/t
                - Trigo mole panificável –237€/t








sábado, 2 de abril de 2011

CAP apela à revisão da Taxa de Recursos Hídricos




A CAP solicitou ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território uma revisão da aplicação da componente “O” da Taxa de Recursos Hídricos (TRH). Diversos agricultores que exploram barragens com fins agrícolas têm recebido as notas de liquidação da TRH, respeitantes ao ano de 2010, que inclui para pagamento a componente “O”, referente à ocupação de terrenos do domínio público hídrico do Estado. Para a CAP, o descritivo que consta nas referidas notas de liquidação suscita “sérias reservas” relativamente à forma como está a ser aplicada aquela componente.

De acordo com o ofício apresentado ao Ministério do Ambiente, a criação de planos de água pelos agricultores constitui, na perspectiva da CAP, um benefício não só do ponto de vista económico e social, ao permitir produzir bens com valor acrescentado e gerar emprego em zonas rurais, mas também do ponto de vista ambiental, evitando a propagação de incêndios, promovendo a biodiversidade e permitindo o abeberamento da fauna selvagem, além de possibilitar a regularização hídrica durante os períodos de secos.

Para a CAP, as barragens com fins agrícolas deveriam ser valorizadas, em vez de penalizadas por uma taxa “que mais se assemelha a um imposto”, nomeadamente considerando que as empresas agrícolas “não têm margem suficiente para suportar mais este custo, dado que não é possível fazer reflectir a subida dos custos de produção no preço final da maioria dos produtos agrícolas”.

Fonte: CAP

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Agricultura Multidimensional - Novas oportunidades para a Agricultura

Estive a ler o resumo de um estudo feito na Universidade de Wageningen, na Holanda (Só o sumário porque o resto estava em Holandês).

Publico aqui o dito sumário pois parece-me muito importante que os agricultores portugueses despertem para esta nova realidade. A Agricultura multidimensional não é só o Turismo Rural. Em Portugal existem inumeras oportunidades e pontos de interesse como a gastronomia, a caça, o repouso e o "relax".
Mas eu vejo aqui mais oportunidades ainda: trazer os consumidores ao campo em programa desenvolvidos não para turistas endinheirados ingleses mas sim para portugueses que têm uma vida urbana; estratégias de comunicação que aproximem o produtores da comida que se vende nas cidades; a exploração de conceitos que protegem a qualidade alimentar e estimulam a consciência social, como a agricultura biológica ou o a compra de produtos locais para reduzir emissões de carbono.

Houve em Março um simpósio na Holanda acerca de um conceito novo que se está a desenvolver: "Low input breeds". Está a ser estudada para bovinos, suinos, ovinos e galináceos. Tenho estado a tentar apanhar alguma bibliografia de lá mas ainda não consegui. No entanto isto parece-me óbvio: ESTA É UMA OPORTUNIDADE DE OURO PARA FAZERMOS VALER O NOSSO EXTENSIVO!!!

Bem, para não me alargar mais, aqui vai o dito sumário:
Summary
Multifunctional agriculture seeks the direct contact with citizens and aims to meet specific societal
demands by offering social products and services next to their agricultural products. This report
focuses on the wishes and demands of different, existing and new, target groups of multifunctional
agriculture. We started with a literature search on citizens’ needs and wishes concerning agriculture
and the countryside in general. Wishes of citizens often appear to be based on a rather conservative
and idyllic image of the countryside. One desires a diversified, green landscape in which one can
recreate, acquire healthy and tasty food, and visit farms in order to meet animals, observe the food
production processes, and experience farm live.
For the segmentation of society into different target groups, the Mentality
TM
- model of the research
institute Motivaction was used (www.en.motivaction.nl). This model distinguishes several social
milieus in society, based on differences in values and lifestyles. From these milieus the ‘traditional
bourgeois’, the ‘modern bourgeois’, and the ‘post-materialists’ are important current target groups of
multifunctional agriculture. As potentially interesting new target groups the ‘social climbers’ and
‘traditional immigrants’ have been selected.
In four consultation meetings, the needs and wishes of the different target groups concerning
(multifunctional) agriculture were explored. These needs and wishes appeared to be rather different.
The traditional bourgeois visits farms for experiencing traditions, remembrances, food quality and a
beautiful landscape. The modern bourgeois comes for relaxation, amusement and consumption. A
post-materialist wants to experience nature, space, quietness and asks for authenticity, pureness and
locality of (food) products. Social climbers want individuality, luxury, comfort and amusement but also
value healthy and tasteful food very much. Turkish traditionals, finally, want to come together with
large families and groups of friends and to take part in food production processes, from harvesting to
cooking. For them healthy and ‘traditional’ food with a recognizable taste is important.
In spite of the differences, it is remarkable that the obtainability of healthy, tasty and good food is one
of the most important and broadest shared motives to visit a farm. Another remarkable fact is that the
two potential new target groups do not need very special, alternative products or services. Many of
their needs and wishes are already met, or easy to meet, by current multifunctional farms. This makes
both target groups favourable.
An important conclusion of the report is that the most important innovation of current multifunctional
agriculture comprises the way of communication. Both new target groups can be reached via oral
publicity within their own networks. For the social climbers this means the use of electronic social
media; for the Turkish traditions this means the use of channels via mosque or society. When
multifunctional agriculture succeeds in addressing the right channels, there are good possibilities to
involve new target groups and generate new markets.